terça-feira, 13 de julho de 2010

Há 20 anos o tempo parou pra Cazuza







Em uma época onde o rock brasileiro está desacreditado e as artes em geral não têm mais a preocupação com o engajamento político ou a realidade do país, os vinte anos sem a figura de Cazuza se tornam ainda mais significativos – e pesados. Se os heróis dele morreram de overdose, o nosso perdeu a luta para o vírus HIV, como nos lembra Claudia Pedreira no jornal A Tarde, de Salvador.

Um dos maiores responsáveis pelo chamado “renascimento do rock brasileiro”, Cazuza foi contestador para além de suas letras transgressoras, assumindo a bissexualidade e a doença-tabu. Alcançou a postura de mito, segundo Luís Bissigo, no Jornal de Santa Catarina, e influenciou não somente sua geração, mas também as posteriores. Nas palavras do também cantor e compositor Frejat, “ele era um somatório, um encontro da tradição da música brasileira, o tropicalismo, a poesia beat e os grandes letristas do rock, como Dylan, Lou Reed e Jim Morrison. Com esse último ele compartilhava o prazer de desencadear uma catarse cada vez que subia ao palco”.

(acessado em o Jornal O Globo)











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